Como programar produção com capacidade finita
1. Comece pelo problema real
Cadastre as máquinas que efetivamente executam trabalho e escolha um horizonte de planejamento. Uma máquina exclusiva recebe capacidade um; um centro com duas posições independentes pode receber capacidade dois. Essa capacidade representa execuções simultâneas, não peças por hora. A duração da operação é configurada separadamente. Dê códigos únicos a máquinas, ordens e operações para manter as referências estáveis. O modo simples permite informar uma operação por ordem e gerar rapidamente uma programação. Não é necessário preencher custos, materiais ou matrizes para experimentar. Use primeiro o exemplo e confira se os horários e a unidade de tempo correspondem à realidade da sua fábrica.
2. Construa roteiros e dependências
Uma ordem pode conter várias operações. Informe os códigos das predecessoras separados por vírgulas para representar uma sequência ou um grafo com caminhos paralelos. Uma etapa de montagem pode depender de duas preparações diferentes. O motor só considera uma operação pronta depois que todas as predecessoras foram programadas. A espera obrigatória é contada após o término das predecessoras. Dependências cíclicas são rejeitadas, pois nenhuma etapa do ciclo poderia começar. Quantidade e estado real pertencem ao registro da ordem; a programação não inventa avanço. Uma ordem concluída é retirada do novo plano, mas permanece no projeto para consulta e backup.
3. Defina calendários de trabalho
Sem calendário, o recurso fica disponível continuamente dentro do horizonte. No modo profissional, informe dias da semana de zero a seis, sendo domingo zero, e janelas locais como 08:00 a 12:00 e 13:00 a 17:00. Pausas removem capacidade; feriados fecham a data; exceções substituem os turnos daquela data. Paradas e manutenção usam instantes completos com offset ou Z. Os calendários são interpretados no fuso IANA do projeto, independentemente do idioma da tela. Horários locais inexistentes são recusados. Se o relógio repetir uma hora, a primeira ocorrência é usada. Confira essa convenção antes de programar turnos em transições sazonais.
4. Calcule duração e preparação
Tempo fixo corresponde à operação inteira. No modo por unidade, o tempo base é multiplicado pela quantidade. Por taxa, a duração em minutos é quantidade dividida pelas unidades por hora, multiplicada por sessenta. Por lote, arredonda-se a quantidade de lotes para cima e multiplica-se pelo tempo do lote inteiro. Um fator de velocidade dois reduz o tempo de processamento pela metade. Tempos específicos por máquina substituem o tempo base. A preparação soma o setup da operação, a preparação inicial da posição ou a troca de família definida pela matriz. Essa parcela ocupa capacidade e entra uma única vez na carga e no custo.
5. Entenda a busca heurística
O motor seleciona operações prontas e avalia suas máquinas elegíveis. Cada posição de capacidade possui uma sequência própria. A busca usa janelas livres que respeitam calendário e recursos auxiliares, escolhe um candidato conforme a estratégia e repete o processo. FIFO usa liberação; EDD usa prazo; SPT usa tempo de processamento. A estratégia de menor término escolhe a alternativa que termina primeiro entre os candidatos atuais. A abordagem de gargalos prioriza recursos com maior carga pendente. A busca é determinística para os mesmos dados e parâmetros, salvo interrupção por limite de tempo. Ela não usa solver exato nem comprova uma solução ótima.
| Máquina | Operação | Início | Fim do horizonte |
|---|---|---|---|
| M1 | B-1 | 08:00 | 09:00 |
| M1 | A-1 | 09:00 | 11:00 |
| M2 | B-2 | 09:00 | 11:00 |
| M2 | A-2 | 11:00 | 12:00 |
6. Leia o Gantt e os indicadores
As linhas identificam máquinas; cada barra identifica uma operação com seu intervalo e sua preparação. O fundo diferencia períodos produtivos e fechados. Paradas aparecem como indisponibilidade. No celular, cartões preservam horários legíveis e permitem selecionar uma operação. A carga programada soma execução e setup; a capacidade disponível considera calendário e quantidade de posições. A utilização divide carga por capacidade disponível. Ociosidade corresponde à diferença entre ambas. Makespan é o intervalo desde o início do horizonte até o último término programado. Atrasos comparam o término final da ordem ao prazo. Custos multiplicam horas ocupadas pelo custo horário informado, sem estimar custos não cadastrados.
7. Compare cenários antes de liberar
Preserve o cenário atual para manter uma referência quantitativa. Depois simule pane, acrescente manutenção, altere turnos, aumente quantidades ou inclua uma ordem urgente nos mesmos editores e recalcule. A comparação mostra diferenças de makespan, atraso e custo; a referência não é alterada automaticamente. Uma pane pode deslocar operações para alternativas elegíveis ou impedir o plano dentro do horizonte. Não suponha que duas máquinas sejam intercambiáveis: informe velocidades e tempos quando forem diferentes. Um objetivo que diminui setup pode aumentar atrasos. Experimente estratégias e analise as métricas individuais antes de escolher. Os custos dependem exclusivamente das premissas fornecidas, sem promessa de economia.
8. Revise alterações manuais e materiais
Selecione uma barra ou um cartão para definir máquina e instante fixos. A reprogramação recalcula o plano e rejeita conflitos; não aceita silenciosamente uma sobreposição. Fixações podem tornar a heurística conservadora porque sequências são construídas para frente, sem busca exaustiva de inserções. Use desafixar para devolver liberdade ao motor. Desfazer e refazer recuperam alterações recentes. Recursos auxiliares podem representar operadores, ferramentas ou áreas com capacidade compartilhada. Materiais precisam de consumo e saldo informados; saldo desconhecido permanece desconhecido. O projeto não consulta estoque físico ou compras futuras automaticamente. Ordens bloqueadas e pausadas exigem liberação explícita antes de entrar em uma nova programação.
9. Arquivos, limites e uso responsável
JSON versionado preserva projeto, parâmetros e resultados para recuperação. CSV e XLSX oferecem tabelas com mapeamento de colunas e prévia antes de aplicar; campos complexos usam JSON nas células. Códigos e referências devem ser únicos e válidos. A exportação de planilhas protege textos que poderiam ser interpretados como fórmulas. O Gantt pode ser salvo em SVG ou PNG, e a impressão gera um relatório que o navegador pode salvar como PDF. O processamento é limitado a cem máquinas, quinhentas ordens, mil e quinhentas operações e noventa e três dias. A divisão explícita gera roteiros por lote; não há transferência parcial automática, otimização exata ou cálculo de OEE. Revise os dados antes de usar operacionalmente.
Perguntas frequentes
A programação é ótima?
Não. O motor usa heurísticas determinísticas e verifica capacidade e precedência. Compare estratégias e indicadores antes de liberar a produção.
Passar o horário conclui a ordem?
Não. Estado, quantidade e percentual concluídos são informados separadamente. Ordens concluídas e canceladas ficam fora do novo cálculo.
Como funcionam os fusos?
Instantes são gravados com offset ou Z. Calendários usam o fuso IANA do projeto. Horários inexistentes são rejeitados; horários locais repetidos usam a primeira ocorrência.
O sistema conhece meu estoque?
Não. Sem saldo informado, materiais aparecem como informação não disponível. Com saldo insuficiente, a ordem é bloqueada. Uma lista de materiais não comprova estoque.
Como exportar e recuperar um projeto?
Use backup JSON para recuperar todos os dados. CSV e Excel documentam tabelas; SVG e PNG exportam o Gantt. A impressão permite salvar o relatório como PDF no navegador.
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